domingo, 2 de janeiro de 2022

INTERRUPÇÃO DE UM INTERCÂMBIO DE TERNURA

UMA MENSAGEM GERADA PELA FICÇÃO COM PODER CONSOLADOR NO LIMIAR DA DOR DE UMA PERDA IMENSURÁVEL DE UM PET QUE EXISTIU NA REALIDADE. 



 
Querida Laura,

 A intimidade natural,  após 12 anos de convivência, me permite te dizer que esse verbo “querer”está sendo empregado em toda sua plenitude. 

 A minha passagem para a eternidade foi o ponto culminante de minha existência ao seu lado onde pude ser contemplado com sua ternura na qual este mesmo verbo “querer” é a essência de todos seus gestos de carinho para comigo e outros seres vivos que tiveram a fortuna de conviver contigo sob o mesmo teto.  

Por favor, acredite que partir foi tão doloroso como o seu ato de lamentar a minha partida. 

Não houve tempo para lágrimas, pois esse desabafo é próprio de quem fica no plano físico, mas, o sentimento de te perder foi exatamente aquele vazio que ocorre quando seres de alta preciosidade em nossa vida nos são tomados de repente, pois há casos de humanos que partem antes dos seus queridos animais e, mesmo com toda a irracionalidade que nos é atribuída, sentimos muito e somos invadidos por uma tristeza a ser superada com muita energia interior. 

Doze anos....  Quase uma eternidade  para minha espécie. Jamais teria atingido essa duração se não fosse pela sua dedicação incondicional e presença diária para verificar minhas necessidades e vontades. 

Por isso tudo,  há uma forma interrogativa de agradecer: 

Que  mais eu poderia desejar ?  

Sim, tem uma resposta para essa pergunta:  Desejar que você não seja vítima do desalento de uma suposta perda definitiva. Que a esperança de um reencontro na eternidade seja o teu consolo eficaz e o amparo estimulante para que sua missão de cuidar de seres vivos do reino animal seja encarada com a alegria de um retorno natural. 

A justiça seja ela divina ou de outra forma concebida, não desampara humanos especiais como você. Tenha certeza disso.  Estarei como um auxiliar constante através da minha presença em seu coração mandando imagens de nossos momentos compartilhados ao seu cérebro. 

Se lágrimas rolarem, que sejam compreendidas pelos que te rodeiam e encaradas como a evidência de que você pertence a uma casta superior:

A dos humanos que fazem da sensibilidade uma ferramenta de dedicação a outros seres vivos. 

Eternamente seu, 

 Kiko             

Omar Manzanares

                                      Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal                                                                                                                                                                          

sábado, 4 de dezembro de 2021

O MENINO JESUS E OS ANIMAIS

Este relato se inicia quando um velho mago da Fenícia (hoje Líbano),amigo de José, mandara ao menino Jesus o régio presente de uma ave-rei, de plumagem cor de púrpura, com um rendilhado azul celeste, coroada por magnífico penacho cor de ouro e aprisionada em bela gaiola de grades banhadas a prata, porém, o menino, comprovando seu desprezo pelos bens do mundo, numa exclamação de júbilo soltou a ave, sob a decepção dos pais. 

Qual o futuro que a família de José poderia esperar para aquele menino bom, belo, correto, mas sonhador, ingênuo, contraditório e fujão ? Seus familiares estranhavam seu excesso de boa fé e a indiferença diante dos perigos. 

Jesus penetrava nos bosques, surpreendendo as feras nômades que o fitavam inquietas e sem coragem de agredi-lo, ante a refulgência que percebiam no seu campo astral. 

Nunca o menino Jesus usou de qualquer meio para matar um pássaro, destruir um réptil, um inseto ou um batráquio. Viam-no constantemente curvar-se para o solo e colher verme repelente na folha vegetal, para situá-lo fora dos perigos do caminho. 

Ficava profundamente surpreso e comovido, sem compreender a origem de sua culpa, quando ouvia severas admoestações de Maria e José para que não arriscasse a sua vida inocente nos arvoredos envelhecidos em que subia para proteger os ninhos perigosamente pensos nos galhos rotos. 

Eram manifestações inúteis, pois tornavam a encontrá-lo depois entre o esvoaçar festivo dos pássaros que lhe arrancavam risos cristalinos e pareciam compreender o seu carinho para com os seus filhotes implumes. Nunca se pôde matar qualquer ave ou animal na presença do menino Jesus. 

Esse espetáculo doloroso deixava-o abatido e enfermo, sendo demorada a sua volta para a vida comum. Nos brinquedos e folguedos costumeiros, qualquer perversidade cometida contra os animais tornava-o subitamente silencioso e com uma expressão de censura tão veemente no olhar, que muitos dos seus companheiros chegavam a se atemorizar. Mais de uma mãe chegou a dizer que o filho de Maria era “tocado” da cabeça. Jesus, desde pequenino, revelou profunda repugnância pela carne. 

Quando, sob insistência, ele a experimentava, sempre sofria de choques anafiláticos e as consequentes urticárias. A família foi tratando de evitar pouco a pouco, substituindo o alimento. 

O astral demasiadamente instintivo e inferior do animal produzia tremendo impacto na tessitura delicadíssima do seu corpo etérico, desamornizando-lhe o sistema endócrino e produzindo um quimismo tóxico que provocava febre por alguns dias devido à queima necessárias das toxinas que invadiam o delicado organismo. 

Jesus terminou os seus dias avesso à alimentação carnívora. No seu símbolo de ternura apostólica, ele parte um pedaço de pão e afirma: “ Eis o meu corpo”. 

Mesmo na hora em que ofereceu singela ceia os apóstolos e que a tradição religiosa dramatizou para firmar mais um dogma, o Mestre ainda se decide pelo pão em lugar da carne, deixando imorredoura lição contra o péssimo hábito da ingestão de vísceras animais. 

Ramatis – “Mensagens do Astral” – Editora Divino Mestre – 1956

 

Por Omar Manzanares 

Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal

sábado, 2 de outubro de 2021

O GÊNIO SEMPRE SERÁ PERDOADO

 

 


 

 

Nem sempre e infelizmente estamos nos referindo a Ernest Hemingway um dos maiores escritores da língua inglesa do século passado e teve suas obras transportadas para as telas de Cinema através de filmes marcantes pela dramaticidade e fidelidade histórica como, por exemplo, "Por quem os sinos dobram" que reflete de maneira pungente a carnificina representada  pela  Guerra Civil Espanhola  que foi ofuscada pelo Holocausto da Segunda Guerra Mundial que teve início em 1939, ou seja, exatamente quando a Espanha iniciou o inventário mórbido na contagem de cadáveres gerado pela insensatez humana da polarização política  representada pelo duelo usual entre esquerda e direita, uma estupidez descomunal que assola o território brazuca atualmente.

 

Hemingway fez a cobertura da Guerra Civil Espanhola como jornalista e, infelizmente, foi um entusiasta das touradas com a estupidez representada pela assiduidade da sua presença nas arenas como se não fosse suficiente o sangue derramado nas batalhas desse conflito selvagem que dizimou parte de minha família.

 

Sim, a presença de celebridades nesses eventos realmente foi um dos fatores que determinaram, no século passado, a decolagem dos mesmos como "atração turística" a nível internacional e o surgimento de uma "marca registrada" para o país com o sangue de um irmão irracional jorrando na areia.

 

Os avanços no sentido de combater esse conceito de associar um país a uma forma de "entretenimento" cruel e sanguinária se deve principalmente aos incansáveis membros das entidades protetoras que são hostilizados nas arenas, ou seja, a imbecilidade cruel  é implacável com adversários com idéias humanitárias e civilizadas.

 

 

Enquanto isso, continuaremos a cultivar a esperança de que no decorrer deste século os sinos dobrem para  festejar a abolição desse "espetáculo" deprimente.

 

                                              

 Omar Manzanares

  Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

LABAREDAS DO HORROR NA FLORESTA

 



O Apocalipse da capacidade de contemplar o resultado da atividade predatória que produz animais carbonizados. A tragédia visual que gera lágrimas com o argumento clássico de que nossos irmãos irracionais não geram desmatamento.

 

Perguntas desconfortáveis trazem reflexão  e justiça de raciocínio:

 

Que moral temos de exteriorizar o nosso horror diante de uma verdade histórica de que no período da Inquisição Espanhola, que teve a sua trágica duração de 1478 a 1834,quando,por motivaçao religiosa, judeus e seus descendentes eram queimados vivos, se nos dias atuais  seres indefesos são transformados em carvão após uma tentativa inútil de fuga no holocausto brazuca ?

 

Encontrar culpados é um esforço válido porém de uma insignificância brutal diante das medidas preventivas que poderiam ter evitado a tragédia.

 

A floresta e seus “súditos” do reino animal seriam de uma gratidão imensa pela prevenção em vez de fazer alarde após o trágico noticiário.

 

Omar Manzanares

Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal

 

domingo, 22 de agosto de 2021

A MAGIA DO AMOR PELOS INDEFESOS

 



O amor, o desamor, a adoção e a rejeição fazem parte do leque de situações vividas pelos nossos irmãos irracionais de uma forma muito especial: a impossiblidade de escolher. E quando a escolha é feita por humanos a crueldade, infelizmente, jamais estará descartada.

Cabe aos racionais dotados do nobre sentimento da caridade, o empenho para que humanos cruéis sejam conscientizados da atrocidade que estão cometendo ao maltratar um animal. É um processo interminável e que deve durar enquanto a espécie humana estiver presente no planeta, pois desde o Gênesis temos a evidência de que até em situações de louvar os deuses, o animais pagaram com suas vidas por essa demonstração de fé através do holocausto.

A submissão de nossos irmãos irracionais jamais deverá servir como o estopim da autoridade exercida com a violência física, a infame agressão que não poupa nem mesmo crianças e, principalmente, porque os animais tem a sublime virtude do perdão instantâneo, ou seja, não tem a mágoa incrustada em sua forma de ser.

As inúmeras espécies de irmãos irracionais constituem uma legião de criaturas de Deus que, considerando as condições dos grandes centros urbanos não tem acesso à alimentação e vivem o fragelo do abandono, a grande atrocidade que ocorre ao descartar um ser vivo e conduzir o mesmo à masmorra a céu aberto, enfim, à tortura que somente o resgate piedoso feito por humanos especiais poderá representar um paradeiro.

A impossibilidade de aceitar argumentos refinados pelo amparo religioso de que determinadas espécies foram criadas pelo Poder Divino especificamente para servir de alimento para os humanos é de uma desonestidade intelectual absurda e que não resiste a uma análise diante do espetáculo deprimente e chocante que ocorre nos matadouros, o qual, se assistido uma única vez, será o fator decisivo para a opção pela alimentação natural, a redenção de criaturas indefesas através de um hábito saudável e que muda nossa vida de forma decisiva através da eliminação das toxinas presentes nas vísceras dos animais.

 

Omar Manzanares

Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal

 

terça-feira, 1 de junho de 2021

10 DICAS PARA MANTER SEUS PETS LONGE DE ANIMAIS PEÇONHENTOS

 



Quem tem animais de estimação em casa sabe o quanto é importante manter a saúde e o bem estar deles. É dever de todo tutor não somente brincar, mas cuidar da vacinação, alimentação e castração, além de protegê-los impedindo que fujam ou saiam sozinhos na rua.

Segundo a médica veterinária Elma Pereira dos Santos Polegato, presidente da Comissão Técnica de Saúde Ambiental do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), é fundamental monitorar os pets e evitar que se aproximem de locais próximos a rios, matas, lixões, terrenos abandonados ou sem limpeza adequada e construções.

“Animais peçonhentos costumam encontrar abrigo e alimentos mais facilmente nesses locais. Por isso, é importante manter a higiene e limpeza de residências, quintais e jardins, evitando a presença destes animais nocivos no entorno das habitações humanas”, diz.

A médica veterinária e gestora ambiental Hélia Maria Piedade, integrante da Comissão Técnica de Animais Selvagens do CRMV-SP reforça que a prevenção de acidentes está baseada no cuidado com os locais onde pets permanecem ou passeiam.

“É importante ter em mente que resíduos orgânicos atraem baratas e ratos que, por sua vez, são as presas preferidas de muitas espécies de animais peçonhentos e que a presença de entulhos aumenta o risco de aparecimento de aranhas, escorpiões e lacraias, pois são abrigos para essa fauna sinantrópica”, explica. Para evitar esse problemão, as especialistas indicam:

 

           -Manter a higiene da casa incluindo quintais e jardins.

           -Não acumular entulhos e materiais de construção.

           -Limpar  regularmente móveis, cortinas, quadros e cantos de parede.

           -Vedar frestas e buracos em paredes assoalhos, forros e rodapés.

           -Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos.

           -Manter limpos os locais próximos da casa, como jardins, quintais, paióis e celeiros.

           -Evitar plantas como trepadeiras e bananeiras junto à casa e manter a grama sempre cortada.

           -Limpar terrenos baldios ao menos na faixa de um a dois metros junto a muros e cercas.

           -Utilizar guias nos animais domésticos durante os passeios.

          -Evitar o acesso desses animais a áreas de risco.

 

                        JORNAL RESUMO – Edição 6747 – Maio de 2021

 

                                          Omar Manzanares

                       Assessoria de Imprensa  para o  Mundo Animal