Faria com que a
docilidade fosse uma característica inexistente em minha forma de ser, pois a
crueldade costuma atrair para suas entranhas os que não reagem e acreditam que
um ser racional jamais formaria uma parceria imbatível entre a insensibilidade
e a ditadura da parte experimental da Ciência.
Chamaria a atenção dos
humanos para as palavras “royal” e “real” da língua inglesa, as quais tem a
mesma tradução para o nosso idioma, porém, há uma distância descomunal entre a
nobreza da primeira e o realismo positivo ou negativo de uma situação
transmitido pela segunda.
Faria qualquer esforço
para convencer legisladores que um cativeiro onde eu e meus semelhantes somos
privados do calor afetivo de uma família nada tem de “royal”. Seria a “real”
ação de humanos destituídos de compaixão e respeito por outros seres vivos.
Agradeceria a ousadia
compassiva de protetores que fazem da sua postura em relação à crueldade uma
bandeira de luta para que meu sofrimento seja banido deste mundo imperfeito.
Eles são a nobreza da espécie humana que merecem o “royal”.
Perguntaria de forma
objetiva:
O que são tres séculos
diante da quantidade incalculável de anos que registram a presença do “homo
sapiens” no planeta ?
A resposta é a base do argumento de que há apenas tres
séculos existiam navios negreiros cuja tripulação lançava pobres criaturas ao
mar quando a doença sinalizava a proximidade da morte, ou seja, a intensidade
da crueldade nada difere daquela que transforma animais em cobaias. As vítimas
são diferentes. O agente sempre o mesmo.
Estimularia os humanos
a colocarem em prática uma lógica infalível para definir os sentimentos
humanos:
Quem maltrata um animal
jamais será uma pessoa merecedora da classificação de boa índole. A índole não
se fragmenta em campos de atuação da vida, ou seja, de nada vale o sucesso nas
relações humanas quando o fracasso no tratamento dos irmãos irracionais se
transforma numa mancha repugnante.
Omar
Manzanares
Assessoria de Imprensa Para o
Mundo Animal
