quinta-feira, 23 de outubro de 2014

- FRENTE DE LIBERTAÇÃO ANIMAL INVADE CRIADOURO DE CHINCHILAS EM ITAPECERICA DA SERRA

 
Cerca de 100 chinchilas foram libertadas de um criadouro da cidade de Itapecerica da Serra (­SP) no último domingo 19/10 por um grupo de ativistas que respondem pela Frente de Libertação Animal Brasileira. A invasão ocorreu após o grupo receber denúncias na internet e resolveram averiguar com seus próprios olhos a informação. Constatada a presença e o comércio dos animais, eles decidiram agir.
 
As chinchilas eram exploradas pela empresa de Carlos Perez, a Master Chinchila. De família argentina e residentes no Brasil, eles lucram com esses animais desde a década de 1970 em um sítio de 414 m² na cidade de Itapecerica de Serra, 25km da capital paulista. A empresa mantém a mais antiga criação de chinchilas no Brasil com mais de 30 anos de atuação ininterrupta na indústria. Segundo dados do site da empresas eles têm 1.100 fêmeas e 214 machos reprodutores registrados. Estima-­se que a empresa já tenha explorado mais de 50 mil chinchilas, e chega a matar cerca de 200 por dia.
 
Segundo os ativistas, a grande maioria dos animais estava quase morta, sofrendo bastante em consequência das péssimas condições do ambiente. De acordo com relatos, ao entrarem no local, sentiram um insuportável calor dentro da sala. Para as chinchilas que são mais sensíveis às altas temperaturas, “estava um verdadeiro inferno”, conta o grupo.
 
Conforme dito pelo grupo eles deixaram mensagens e símbolos de libertação animal. Todas as chinchilas possuíam uma argola chumbada em volta do pescoço, que as enforcava. Os animais estavam presos em gaiolas colocadas uma em cima das outras, a sala não tinha nenhum tipo de ventilação, os próprios ativistas mal podiam respirar de tão abafado e quente o ambiente.
 
Os animais resgatados já receberam todos os cuidados necessários e passam bem. Os ativistas dizem que eles foram levados em segurança para locais desconhecidos.
 
Carta da Frente de Libertação Animal
 
“Não acreditamos em petições, em PL, em lei, não acreditamos em nada que seja relacionado ao estado opressor, pois no mundo onde vivemos, não existe justiça, e não a alcançaremos se não lutarmos com as nossas próprias mãos por ela! Sendo assim a ação ­direta é a nossa escolha, pois com ela acreditamos ao menos passar perto do termo LIBERTAÇÃO ANIMAL, uma vez que, enquanto respondemos essas perguntas, centenas de milhares de vidas estão sendo arrancadas pelas mãos do homem opressor, não podemos ficar simplesmente “aguardando” ou nos manifestando “pacificamente”, acreditando em promessas vazias e em engravatados do poder, que lucram com a morte de todos esses animais. Nós somos a avalanche, que vem derrubando os muros dessa sociedade doentia capitalista. Continuaremos salvando vidas, sendo livres, e livrando!
 
Se querem mesmo nos ajudar, pedimos que se organizem melhor, de forma descentralizada, autônoma e libertária, livres de qualquer tipo de preconceito, políticos e instituições do governo, livres de exposições desnecessárias nas redes sociais, pois sofremos uma enorme perseguição, afinal, somos quem fere os interesses econômicos do país, ou seja, somos o inimigo n° 1 do estado, portanto, devemos nos cuidar e cuidar de todos que lutam por essa causa!
 
Não aceitaríamos de maneira nenhuma dar uma entrevista ou sequer registraríamos uma ação desse tipo se não houvesse um único propósito, o de abrir os olhos da sociedade, pois a cada dia que passa, conhecemos mais e mais pessoas que simpatizam com a libertação animal, porém, ainda precisam de muita instrução para executarem ações bem sucedidas!
 
Gostaríamos de deixar claro que não estamos sozinhos. Em todo lugar do mundo existem células A.L.F, informe-­se, converse apenas com pessoas de sua total confiança, forme a sua célula, não combine nenhuma ação ou algo do tipo via redes sociais, telefones celulares… existem outros meios de comunicação, a mais segura de todas continua sendo a conversa pessoalmente! Lembrando, apenas com pessoas de sua total confiança!
 
Lembrando que:
 
Nós não iremos alcançar a libertação animal de forma pacífica/passiva! As leis não favorecem nem a nós (animais humanos),
 
Imaginem só esperar por leis que irão realmente favorecer a eles (animais não humanos)? Nós não iremos parar por aqui até que não exista mais exploração animal e da Terra. Portanto, não importa onde estivermos, estaremos resistindo e lutando por toda e qualquer forma de vida que ainda resta nesse planeta.
 
Sendo assim… só nos resta a LUTA.
 
Com amor: A.L.F”
 
  
Alex Avancini
 
 

 

                     


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

- AMAR É O BICHO


Amar é enroscar-se no sofá como dois gatos, pular juntos de alegria como dois cachorros, cantar de felicidade como dois passarinhos. Sem amor, a vida é tão triste quanto um leão enjaulado ou um cavalo que não pode mais correr... Não seríamos nada sem o amor. Amar é o bicho.

 

Editora Alaúde
 
 
 
 
 
 

domingo, 5 de outubro de 2014

- A EXALTAÇÃO DA BESTIALIDADE HUMANA


 

Que o caro leitor não se iluda ao classificar como "avanço" a proibição das touradas na Catalunha, o berço da intelectualidade da Espanha e um manancial de ícones das diversas artes plásticas.
 
A carga brutal de hipocrisia contida nessa "proibição" é revelada pela permissão de manutenção  do Correbous sob o pretexto de que pertence ao "patrimônio cultural da Catalunha".

O que é o Correbous ?

Vamos lá digitar essa informação com a dose taurina de repugnância que essa descrição envolve :

Trata-se de uma "fiesta" muito popular no sul da região catalã quando um touro é solto pelas ruas da cidade colocando previamente em seus chifres um dispositivo metálico com material combustível. O animal enlouquecido pelo calor sobre sua cabeça investe para todos os lados tentando livrar-se da tortura.

Ah, sim. Não matam o touro.

A estupidez contida na alegação de que a vida do touro é poupada é realmente estarrecedora como se o verbete "tortura" fosse excluido do saco de maldades da espécie humana.

A bestialidade humana da Península Ibérica é perniciosa, pois é alimentada pela quantidade de turistas brasileiros que vão lá deixar os seus euros para prestigiar essa "festa" infestada de ausência de compaixão por seres vivos. Desculpas pelo trocadilho.

A barbárie do entrenimento é tão atroz quanto a atividade sinistra de matadouros clandestinos que proliferam por este nosso imenso território com uma diferença estupidamente interessante: é o sadismo que diverte.

Enquanto agentes de turismo brasileiros incluirem em seus programas as touradas e o abominável  Correbous  teremos a alimentação financeira desse excremento turístico que permanece a pleno vapor no século XXI.

Com tantos museus que evidenciam o período  áureo da Espanha como uma "linha de produção" de obras que são de uma preciosidade ímpar, temos que deglutir esse desvio para as arenas.

Museus são  um entretenimento estático e a tourada é dinâmica ?

Sim, a tourada é tão dinâmica quando o jato de sangue do pobre animal ao sofrer a penetração da espada do herói de roupa extravagante e chapéu ridículo.

Talvez a única chance que os pobres bovinos tiveram de se sentir "vingados" foi durante a Guerra Civil Espanhola quando humanos mataram humanos com o mesmo grau de crueldade e não aprenderam a lição de que desgraças não vem de graça pois é uma questão de tempo para saborear os frutos que plantamos. Uma vez mais, desculpas pelo trocadilho...
  
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal