quinta-feira, 22 de abril de 2021

BOAS NOTÍCIAS DO “PLANETA IBERIA”

 


 

Com as touradas canceladas na Espanha, 1.200 touros estão “por tempo indeterminado”  salvos da barbárie.

Pedir uma salva de palmas para o vírus seria uma aberração negativa, porém, nada impede os protetores espanhóis (que não são poucos) de efetuar uma celebração humanitária para  o que está ocorrendo e que talvez seja a origem de um novo pensamento que deverá resgatar a imagem do país  manchada pelo sangue que jorra na arena.

A grande evidência de que as entidades protetoras estão em nobre atividade é a notícia de que grupos de defesa do bem-estar animal criaram uma petição exigindo que o Ministro da Cultura  José Manuel Rodriguez Uribe não destine um euro de recursos públicos para ajudar financeiramente o setor de touradas.

O que causa espécie é que um entretenimento bestial esteja vinculado ao Ministério DA CULTURA, ou seja, a grande contribuição de Hollywood para a imagem heróica de toureiros através de produções  como “Sangue e Areia” de 1941 estrelada pelo grande astro Tyrone Power que, embora não tivesse nenhum traço étnico de origem hispânica, passaria por espanhol em qualquer lugar do planeta.

Infelizmente a velha tecla tem  que ser batida, razão pela qual peço desculpas ao caro leitor por ser repetitivo:

As agências de turismo brasileiras incluem no “passeio turístico” principalmente por Madrid e Barcelona uma visitinha à arena para ouvir o Paso Doble enquanto o pobre animal é torturado e morto pelo holocausto estúpido, ou seja, uma tétrica contribuição para a idolatria dos “matadores”.

Que moral temos para celebrar a ilegalidade da “Farra do Boi” declarada em 1997 quando investimos euros nesse “passeio” chamado de City Tour quando na realidade deveria ser chamado de Stupid Tour ?

A pergunta incomoda ?

As imagens chocantes incomodam muito, muito mais.

 

                                Omar Manzanares

             Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal

 

 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

HENRY, A TRÁGICA EVIDÊNCIA DA BESTIALIDADE HUMANA, A VELHA CONHECIDA DOS ANIMAIS


 

Bless the beasts and the children,

  For in this world they have no voice

  They have no choice”

 (Abençoai os animais e as crianças

  Pois neste mundo eles não tem voz

  Eles não tem escolha)

 

Ao reproduzir acima um verso da canção gravada pelo conjunto “The Carpenters” de 1971 com a voz magnífica de Karen Carpenter, é automática a conclusão de que para os envolvidos na Causa Animal (principalmente em resgates) a bestialidade humana é atroz e, infelizmente, representa o gelo impossível de ser enxugado como usualmente se manifesta a respeito o grande ativista Felipe Becari, Vereador paulistano e ícone da Causa.

Estrangeiros  ficam estarrecidos ao tomarem conhecimento de que no Brasil existe uma cantiga infantil (“Atirei o pau no gato”) que descreve uma tentativa de matar um pobre felino com o detalhe da lamentação de que o dito cujo não morreu. O berro de sofrimento do gato é o destaque final da letra.

Não há como emitir comentários adicionais diante dessa insensibilidade absurda...

Quando a violência sai do contexto representado pela tortura física imposta aos animais e chega às crianças causa horror e indignação, o que conduz ao raciocínio de que no caso dos animais há um toque de “normalidade” em se tratando de irracionais cuja morte jamais será punida de forma exemplar.

Não podemos conviver com esse conformismo que procura diferenciar a dor humana da dor imposta aos nossos irmãos irracionais num país onde a expressão  “chutar o cachorro” significa uma forma de desagravo diante de uma contrariedade em que o humano não conseguiu “dar o troco” no seu adversário. Uma asneira verbal absurda.

E la vou eu cair na tradicional mesmice de que a denúncia é a arma a ser sacada contra os beócios torturadores de pets que fazem da impunidade um festim diabólico. Não temos outra opção porque protetores estão sempre onde deveriam estar : na defensiva quando o mais importante no momento crucial da tortura é salvar a vítima, a criatura indefesa que dilacera o nosso coração ao ser contemplada.

Os que chegam às lágrimas não são poucos. Seres especiais dotados de compaixão. Enfim, uma casta cuja existência confirma que divindades estarão sempre ao lado dos que tem a infelicidade de habitar o mesmo planeta que os humanos, os caçadores de víceras para servir de alimento ou usam a violência para entretenimento como ocorre na Espanha onde um toureiro “matador”, um galã considerado símbolo sexual (José Maria Manzanares) tem o mesmo sobrenome do autor deste texto. Trágica e inaceitável coincidência...

 

                                      Omar Manzanares

                      Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal