sábado, 14 de dezembro de 2013

- DESISTIR NUNCA FOI UMA OPÇÃO



Mocinha era uma vira-lata que foi adotada por Daniel Guth e Julia Bobrow quando estava prestes a ser sacrificada. Um ano após sua chegada, uma misteriosa doença degenerativa se manifestou. Aos poucos, Mocinha foi perdendo os movimentos das patas traseiras e, logo depois, das dianteiras.

Mesmo com dificuldades de locomoção e outros problemas de saúde, era cada vez mais amada pelos tutores. Mais que um bichinho de estimação, ela se tornou um membro da família. A tetraplegia levaria muitos a considerar a eutanásia. Mas não os pais de Mocinha. Para eles, desistir nunca foi uma opção.

Apesar de todos os problemas, Mocinha demonstrava uma incrível vontade de viver que foi documentada em sua página do Facebook, tornando-se um exemplo na luta pelos direitos dos animais com deficiência.

Acompanhada de reflexões, fotos inéditas e dicas valiosas para cuidar de um cão com paralisia, em “Desistir nunca foi uma opção”, de Daniel Guth e Julia Bobrow, conheça a história de amor e superação de Mocinha que mostra que, sim, todos nós temos direito a uma vida plena e feliz.

 

Livraria da Vila – Alameda  Lorena, 1731 – São Paulo- SP

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

- SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ....


Luisa Mell
 

A doçura que o seu nome inspira seria a característica predominante na relação dos humanos com nossos irmãos irracionais e a crueldade seria algo inexistente. O Jardim do Éden não seria algo tão utópico a ponto de alguns o considerarem um  delírio bíblico.

 

Não haveria necessidade da sua busca exemplar no sentido de alcançar uma justiça tão difícil aqui nos trópicos, onde animais são considerados seres com vida descartável com o amparo da insuficiência punitiva da nossa justiça que transforma delinquentes cruéis em prestadores de serviço à comunidade para quitar sua dívida gerada por monstruosidades como maus tratos que em grande parte dos casos, levam à morte um indefeso pet.

 

Nas tragédias ocasionadas pela mãe natureza, os animais não seriam tão esquecidos nas operações de salvamento. Teriam um lugar  prioritário como dos humanos, pois toda forma de vida merece respeito e ser resgatada para a preservação de uma criatura de Deus.

 

Os cardápios de restaurantes seriam a grande evidência de que a saúde dos humanos não contempla necessariamente a

proteína animal, pois protetores vegetarianos formam um "show-room" da alimentação saudável onde exibem a  consciência tranquila, pois para sua nutrição nenhum irmão irracional foi vítima do abate cruel e sanguinário.

 

Não haveria necessidade de homenagear seu esforço neste texto. Uma dedicação singular que promove o ingresso de muitos humanos na causa animal sensibilizados pela sua determinação no resgate de criaturas torturadas que requerem grande esforço de veterinários para evitar a morte que às vezes é o  desfecho maldito de uma ação cruel que tem a guarida da certeza da impunidade.

 

Não haveria necessidade de constatar o consolo de que você existe e promove ações caridosas de cobertura midiática. Uma divulgação da nobreza do seu perfil de ser humano especial que conduz à triste conclusão de que nem todos são iguais a você.

 
 

 
Omar Manzanares

                 Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal