Luisa Mell
A
doçura que o seu nome inspira seria a característica predominante na relação
dos humanos com nossos irmãos irracionais e a crueldade seria algo inexistente.
O Jardim do Éden não seria algo tão utópico a ponto de alguns o considerarem um delírio bíblico.
Não
haveria necessidade da sua busca exemplar no sentido de alcançar uma justiça
tão difícil aqui nos trópicos, onde animais são considerados seres com vida
descartável com o amparo da insuficiência punitiva da nossa justiça que
transforma delinquentes cruéis em prestadores de serviço à comunidade para
quitar sua dívida gerada por monstruosidades como maus tratos que em grande
parte dos casos, levam à morte um indefeso pet.
Nas
tragédias ocasionadas pela mãe natureza, os animais não seriam tão esquecidos
nas operações de salvamento. Teriam um lugar
prioritário como dos humanos, pois toda forma de vida merece respeito e
ser resgatada para a preservação de uma criatura de Deus.
Os
cardápios de restaurantes seriam a grande evidência de que a saúde dos humanos
não contempla necessariamente a
proteína
animal, pois protetores vegetarianos formam um "show-room" da
alimentação saudável onde exibem a
consciência tranquila, pois para sua nutrição nenhum irmão irracional
foi vítima do abate cruel e sanguinário.
Não
haveria necessidade de homenagear seu esforço neste texto. Uma dedicação
singular que promove o ingresso de muitos humanos na causa animal
sensibilizados pela sua determinação no resgate de criaturas torturadas que
requerem grande esforço de veterinários para evitar a morte que às vezes é
o desfecho maldito de uma ação cruel que
tem a guarida da certeza da impunidade.
Não
haveria necessidade de constatar o consolo de que você existe e promove ações
caridosas de cobertura midiática. Uma divulgação da nobreza do seu perfil de
ser humano especial que conduz à triste conclusão de que nem todos são iguais a
você.
Omar
Manzanares
Assessoria de Imprensa para o
Mundo Animal
