Nem sempre e infelizmente estamos nos
referindo a Ernest Hemingway um dos maiores escritores da língua inglesa do
século passado e teve suas obras transportadas para as telas de Cinema através
de filmes marcantes pela dramaticidade e fidelidade histórica como, por
exemplo, "Por quem os sinos dobram" que reflete de maneira pungente a
carnificina representada pela Guerra Civil Espanhola que foi ofuscada pelo Holocausto da Segunda
Guerra Mundial que teve início em 1939, ou seja, exatamente quando a Espanha
iniciou o inventário mórbido na contagem de cadáveres gerado pela insensatez
humana da polarização política
representada pelo duelo usual entre esquerda e direita, uma estupidez
descomunal que assola o território brazuca atualmente.
Hemingway fez a cobertura da Guerra Civil
Espanhola como jornalista e, infelizmente, foi um entusiasta das touradas com a
estupidez representada pela assiduidade da sua presença nas arenas como se não
fosse suficiente o sangue derramado nas batalhas desse conflito selvagem que
dizimou parte de minha família.
Sim, a presença de celebridades nesses
eventos realmente foi um dos fatores que determinaram, no século passado, a
decolagem dos mesmos como "atração turística" a nível internacional e
o surgimento de uma "marca registrada" para o país com o sangue de um
irmão irracional jorrando na areia.
Os avanços no sentido de combater esse
conceito de associar um país a uma forma de "entretenimento" cruel e
sanguinária se deve principalmente aos incansáveis membros das entidades
protetoras que são hostilizados nas arenas, ou seja, a imbecilidade cruel é implacável com adversários com idéias
humanitárias e civilizadas.
Enquanto isso, continuaremos a cultivar a
esperança de que no decorrer deste século os sinos dobrem para festejar a abolição desse "espetáculo"
deprimente.
Omar Manzanares
