quarta-feira, 11 de setembro de 2013

- O DIA EM QUE OS ETERNOS OPRIMIDOS TIVERAM VEZ E VOZ




 

Nem sempre é possível sorrir quando estamos sendo filmados. As cenas de violência protagonizadas por humanos são proporcionais à inundação de objetivas que vivemos em nossos dias, porém, no último dia 18 de agosto de 2013, a Avenida Paulista teve uma manifestação diferenciada: "Crueldade Nunca Mais" ,  com ampla cobertura da mídia impressa e redes de TV.  A matéria de "Veja SP" representou um marco incontestável no amparo ao sublime desejo do triunfo da justiça.

Um sonho que permeia mentes de seres especiais voltados para a causa da luta eterna. Não é o foco direcionado para um fato do momento. É o grito pungente para que absolutamente todos os seres vivos do planeta tenham o seu momento de respeito e dignidade.

Abolir a crueldade talvez seja o núcleo desse sonho porque a espécie humana é atroz para maltratar seus semelhantes racionais e, por dedução, uma dose infinitamente menor de respeito e bondade é dedicada para aqueles que não tem a mágoa, o rancor e a crueldade na sua forma de ser e existir.

Ícones representados por  Luisa Mell , que personifica a presença majoritária do sexo feminino na causa,  marcaram presença para que a voz das ruas tivesse a adição de latidos, miados, etc.  Esse "etc" significa muito para contestar aqueles que tem a miopia de julgar que a causa animal se limita a cães e gatos. Enquantos matadouros e a caça existirem, a espécie humana jamais será um exemplo de dignidade.
 
A paz foi a característica marcante, porém, um paradoxal brado de revolta se fez ouvir :  a insuficiência e a permissividade do Código Penal brasileiro para punir os cruéis, covardes e desalmados. Aqueles que são reflexos de uma cultura universal imbecil que considera a vida dos nossos irmãos irracionais como "descartável".

A extensão nacional desse manifesto, com certeza,chegará a Brasilia para que legisladores  se preocupem menos com o churrasco de Domingo e voltem os seus sentidos de visão e audição para os que tiveram representantes (muito) humanos em desfile na avenida. Não era uma Escola de Samba. Era uma escola que ensinava que há um exemplo a ser transmitido para as próximas gerações no sentido de que a punição exemplar é o grande antídoto para o veneno da impunidade para quem maltrata e abandona um ser vivo indefeso.

 
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa Para o Mundo Animal