Nem sempre é
possível sorrir quando estamos sendo filmados. As cenas de violência
protagonizadas por humanos são proporcionais à inundação de objetivas que
vivemos em nossos dias, porém, no último dia 18 de agosto de 2013, a Avenida
Paulista teve uma manifestação diferenciada: "Crueldade Nunca Mais"
, com ampla cobertura da mídia impressa e redes de TV. A matéria de "Veja SP" representou
um marco incontestável no amparo ao sublime desejo do triunfo da justiça.
Um sonho que
permeia mentes de seres especiais voltados para a causa da luta eterna. Não é o
foco direcionado para um fato do momento. É o grito pungente para que
absolutamente todos os seres vivos do planeta tenham o seu momento de respeito
e dignidade.
Abolir a
crueldade talvez seja o núcleo desse sonho porque a espécie humana é atroz para
maltratar seus semelhantes racionais e, por dedução, uma dose infinitamente
menor de respeito e bondade é dedicada para aqueles que não tem a mágoa, o
rancor e a crueldade na sua forma de ser e existir.
Ícones representados
por Luisa Mell , que personifica a presença majoritária do sexo feminino na
causa, marcaram presença para que a voz
das ruas tivesse a adição de latidos, miados, etc. Esse "etc" significa muito para
contestar aqueles que tem a miopia de julgar que a causa animal se limita a
cães e gatos. Enquantos matadouros e a caça existirem, a espécie humana jamais
será um exemplo de dignidade.
A paz foi a
característica marcante, porém, um paradoxal brado de revolta se fez ouvir
: a insuficiência e a permissividade do
Código Penal brasileiro para punir os cruéis, covardes e desalmados. Aqueles
que são reflexos de uma cultura universal imbecil que considera a vida dos
nossos irmãos irracionais como "descartável".
A extensão
nacional desse manifesto, com certeza,chegará a Brasilia para que
legisladores se preocupem menos com o
churrasco de Domingo e voltem os seus sentidos de visão e audição para os que
tiveram representantes (muito) humanos em desfile na avenida. Não era uma
Escola de Samba. Era uma escola que ensinava que há um exemplo a ser
transmitido para as próximas gerações no sentido de que a punição exemplar é o
grande antídoto para o veneno da impunidade para quem maltrata e abandona um
ser vivo indefeso.
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa Para o
Mundo Animal
