A matança de cães e gatos em Bom Jesus
(RS)perpetrada por funcionários da administração municipal conduz à associação
de idéia imediata que fazemos com a infância de serial killers. As vítimas eleitas
nessa fase da vida são, como não podia deixar de ser, nossos irmãos
irracionais.
Quando se trata de adultos exterminando animais,
é o exercício da crueldade explícita sob o amparo da fragilidade das leis que
diferenciam o grau de sofrimento no sentido de que seres vivos que não sejam da
espécie humana tem um sofrimento “diferente” e, por esse motivo, a punição tem
que ser mais branda.
Uma parvoice mental absurda...
É interessante que a cidade de Bom Jesus não se
perca pelo nome. Para os que cultivam a fé na existência desse Rabi da Galiléia
vale a constatação de que, assim como o grande ícone de amor pelos animais Francisco
de Assis, era um determinado desde sua infância em proteger aqueles que serão
sempre o alvo conveniente da crueldade humana.
Para os que não acreditam na existência desse
personagem bíblico, resta a racionalidade positiva aliada ao amor para que
tratem os animais com a dignidade de um ser vivo.
Infelizmente o Brasil é caudatário nos avanços
que visam punir infratores, porém, isso não significa esmorecer na vigilância.
É o pedido humanitário para que o caro leitor nunca deixe de denunciar maus
tratos.
Temos que ter a coragem que esses covardes não
tem. Merecem ser enfrentados com a determinação de seres especiais e este é
ponto de render um tributo ao sexo feminino.
As brazucas estão na linha de frente com uma maioria inquestionável.
O Jardim do Éden, se não fosse paradisíaco,
seria o cenário onde Eva se destacaria nessa expressão de amor sublime.
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal
