Uma situação típica daquelas em que as imagens
caracterizam a futilidade das palavras.
Totó, um morador ilustre da Rua Visconde de
Pirajá no histórico Bairro do Ipiranga em São Paulo adotado por trabalhadores
de um edifício em construção.
O que mais poderia ser dito ?
Poderia dizer que a compaixão em relação aos
animais é o sentimento que define seres de uma casta abençoada da espécie
humana que tem na figura do sr.
Hamilton, o responsável pela Segurança da obra, um representante de
maior dignidade.
Uma dignidade extensiva a moradores vizinhos
que completam o anel de proteção contribuindo com alimentos para todo o ênfase
da frase “O Totó tem dono”. Vários donos. Várias almas preciosas.
Um a menos para judiar de nossos corações
quando nos deparamos com o caminhar sem qualquer alento de um cão abandonado
pela crueldade de um ex-dono que aposta na impunidade e vai perder quando a
vida apresentar a conta a ser paga.
Compaixão é investimento sim.
Nos lucros e perdas da nossa trajetória pela
vida, a sensação de resgatar um cão abandonado através da adoção é o alcance da
paz. O retorno do investimento que irá contemplar o sr. Hamilton que tanto já
investiu e ostenta com orgulho o seu companheiro Totó que retribui com aquele
amor que arrepia.
O amor que nos coloca em contato com a pureza
de um ser vivo, indefeso e dependente e, por este motivo, um promotor de
sentimentos nobres.
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal
