segunda-feira, 19 de junho de 2017

AJUDAR QUEM AJUDA. A SUBLIME MISSÃO HUMANITÁRIA


Infelizmente temos que conviver com a grande dúvida de questionar se a bondade está implícita na natureza humana quando, em tempos de crise, sólidos pilares do caráter parecem sucumbir diante do terremoto da maldade.

Quando se trata de proteção animal, é evidente que a expressão “O silêncio dos inocentes” que  já foi título de filme, ganha uma dimensão avassaladora quando nos referimos aos cães cuja fidelidade à espécie humana acaba se transformando num sofrimento atroz e oculto sob o manto do silêncio seja pela falta de denúncia de atos cruéis ou pela omissão em ajudar entidades protetoras que promovem resgate e abrigo aos abandonados.

Esses voluntários do bem são nossos “procuradores” quando nossa consciência nos impele a concluir que apenas a compaixão é insuficiente. A ação piedosa é necessária quando o óbvio nos aponta  que o sentido pleno de palavra “abrigo” abrange alimentação e cuidados através de veterinários. O óbvio parece ser um mal necessário quando representa uma redundância para dar respaldo ao  bem.
Sim, a materialidade das intenções é a ferramenta que temos que disponibilizar aos nossos irmãos voluntários dessas entidades através das doações, um quesito eterno em todos os sites de grupos voltados para o resgate da dignidade dos nossos queridos cães, os irmãos irracionais mais expostos ao abandono aqui nos trópicos onde as leis, apesar de recentes evoluções, representam um passaporte para impunidade aos cruéis que mesmo cientes da quantidades de câmeras instaladas na ruas dos grandes centros urbanos, promovem o abandono com a desfaçatez turbinada pela certeza da impunidade. Um equívoco lamentável porque, considerando a justiça divina, representa um tiro no pé com espingarda de cano duplo.

Não há competição em termos de cifras. Quando a intenção é sublime o menor dos valores é grandioso quando simboliza a nobreza de um sentimento como a compaixão consciente que nos brinda com a paz de uma missão cumprida através da caridade genérica e abrangente para os animais sob o amparo das entidades. Sem elas, nossos sentimentos de carinho aos abandonados seriam uma intenção previamente frustrada devido à ausência de efeitos práticos como o resgate.

“Envidar” é um verbo mágico quando está sempre acompanhado  do substantivo “esforço” na grande maioria dos textos formais ou informais. Envidar um esforço significa intensificar as forças físicas e intelectuais para a realização de um projeto.

O amor ao próximo irracional é o projeto revestido da maior dignidade para a espécie humana porque não há expectativa de retorno material.

                      Omar Manzanares
 Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal