domingo, 17 de setembro de 2017

A DOENÇA. QUANDO A FATALIDADE NOS ATINGE ATRAVÉS DE UM SER QUERIDO.


É a situação na qual a capacidade de se doar atinge o pico de intensidade. A preocupação passa a ocupar nossa mente porque o cuidado personalizado e caracterizado pelo amor iniciado na adoção ou resgate terá que ceder espaço de convivência com a intervenção especializada de um profissional de medicina veterinária.


Essa perda de controle sobre nosso pet talvez seja uma das experiências mais angustiantes e torna evidente que se trata de um membro da família que entrou em nossa vida para trazer momentos de encantamento, alegria e, no caso de idosos, a preciosa companhia.

Os desencantos cristalizados por experiências marcadas pelas frustrações nas relações humanas transformam em sofrimento a possibilidade de  perda desse ser especial dotado de algo totalmente ausente na espécie humana: o perdão instantâneo sem mágoa. O amor incondicional embalado pela gratidão ao carinho recebido.

Ser ridicularizado por essa preocupação exacerbada não é tão raro assim. Os pobres de espírito vem com argumentos tradicionais de prioridade para humanos abandonados quando sabemos que todos são criaturas de Deus e mesmo ateus e agnósticos tem um respeito inquestionável pelos nossos irmãos irracionais.

Agir com presteza e determinação para superação desse momento difícil nos transforma nos agentes que estão no lado oposto ao da crueldade do abandono. Sim, somos seres especiais com a aura de bondade que emana de nosso coração e teremos a paz de consciência de haver tentado todas as alternativas para evitar o sofrimento e um possível desenlace.

A vida terá a sua sequência qualquer que seja o desfecho e o amparo consolador de uma vida marcada pelo trato com carinho no que se refere à perda e um incentivo gratificante na recuperação, será a bifurcação inevitável entre tantas na nossa passagem pelo planeta.

Que seja a melhor possível para o caro leitor.

Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal