A
referência recai sobre o sujeito que na
segunda tentativa “conseguiu” matar um cão abandonado com seu veículo. Uma
tragédia visual divulgada pelos principais telejornais que vai direto ao tradicional
aperto no coração dos privilegiados que entre seus sentimentos tem a compaixão
para se relacionar com os demais seres vivos do planeta.
Sim, a
compaixão é um privilégio que tem perdido batalhas para crueldade, porém, a
justiça “contábil” do balanço da vida do debilóide cruel acima mencionado, apresentará um saldo
positivo, o que equivale a dizer que receberá
um boleto de cobrança punitivo exemplar da vida.
Felizmente
estamos sendo contemplados com possibilidades de filmagem que não existiam no
século passado quando os mais idosos presenciaram cenas de crueldade explícita
contra nossos irmãos irracionais de arrepiar os cabelos, porém, essa evolução
eletrônica nos trouxe episódios gratificantes como a manifestação popular que
ocorreu no estacionamento do Carrefour de Osasco (SP) diante da atrocidade
cometida por um segurança ao matar a pauladas uma cadelinha. Sim, o nosso país
está saindo da inércia compassiva de terceiro mundo para um dia,
quem sabe, se equiparar aos países europeus que não estão livres de atrocidades
no seu passivo porque é impossível deletar o Holocausto, a grande vergonha
produzida pela bestialidade humana no
século passado.
O incentivo à
denúncia é a grande arma das pessoas de bem mesmo vivendo num país onde a
Justiça tarda e falha. Transforme a sua compaixão em indignação e não se deixe
abater por eventual descaso de autoridades porque, se você acessou este Blog, a
compaixão é a sua ferramenta para produzir paz de consciência e a denúncia para
eliminar a impunidade desses assassinos.
O cão, a
vítima, com certeza alcançou outro plano existencial que está fora do raio de
ação da bestialidade do verme que utilizou o carro como arma.
Omar Manzanares
