A compaixão é um dos sentimentos mais
nobres entre aqueles com os quais a natureza humana foi contemplada e jamais
deveria ser seletivo quando se trata de seres vivos.
O cão abandonado merece a mesma intensidade de solidariedade que qualquer outro ser que se vê privado de alimentação e água após ter sido lançado numa masmorra a céu aberto, o que caracteriza uma das maiores crueldades que geram um suplício que somente a morte ou a intervenção piedosa pode colocar um paradeiro.
O cão abandonado merece a mesma intensidade de solidariedade que qualquer outro ser que se vê privado de alimentação e água após ter sido lançado numa masmorra a céu aberto, o que caracteriza uma das maiores crueldades que geram um suplício que somente a morte ou a intervenção piedosa pode colocar um paradeiro.
Várias manifestações culturais
são preconceituosas em relação a essa pobre criatura desde o inesquecível
desenho animado de Walt Disney, cujo título foi traduzido para o nosso idioma
com uma dose canina de insensibilidade: “A Dama e o Vagabundo”
Todos sabemos a carga depreciativa
contida na palavra “vagabundo”, a qual somente adiciona aspecto negativo a
outras manifestações, inclusive as oficiais.
O termo “técnico” para classificar um cão abandonado perante o órgão da administração municipal que há pouco tempo promovia a remoção do mesmo das ruas dos centros urbanos era “cão vadio”.
O termo “técnico” para classificar um cão abandonado perante o órgão da administração municipal que há pouco tempo promovia a remoção do mesmo das ruas dos centros urbanos era “cão vadio”.
A grande vadiagem é a do
pensamento acomodado que faz com que alguns simplesmente ignorem esse desfile
de mortos-vivos perante nossos olhos e encarem com a naturalidade dos
conformados o martírio gerado por alguém que agiu com a crueldade extrema
perante um ser indefeso : o abandono consciente.
Adoção responsável é o caminho
redentor que pode cobrir de dignidade uma ação de caridade. Quanto menos
seletiva for por parte de quem recebe um ser vivo no ambiente de seu lar, mais
será condizente com os princípios básicos daqueles seres especiais que se
recusam a fazer parte da omissão generalizada em relação ao sofrimento de
nossos irmãos irracionais.
A conscientização tem que ser
iniciada no período mais puro da criatura humana: a infância. Através de
ensinamentos específicos sobre a importância de outros seres vivos no contexto
de nossa vida, poderemos concluir que a divindade nos enviou
um mensageiro como São Francisco de Assis com um propósito básico de
ensinar que a ingratidão perante o grande amigo do homem é simplesmente
inaceitável.
É impossível ignorar as iniciativas
caridosas de entidades e pessoas que de forma incansável se dedicam a minimizar
esse sofrimento. São exatamente esse grupo de seres humanos ainda minoritário
que leva a concluir que nem tudo está perdido e que em qualquer fase de nossa
vida não temos o direito de ignorar o sofrimento dos que não tem voz e escolha.
Se você consegue visualizar e
sentir a atitude de ternura contida num abanar de rabo, seja bem vindo ao clube
dos seres especiais. Aqueles que marcarão a sua passagem pela vida no plano
físico com atitudes positivas no sentido de reprender de forma civilizada porém
firme a criança que maltrata um animal. A redução do abandono nas futuras
gerações será a recompensa concreta por essa atitude educativa e humanitária.
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo
Animal

