Para
a criação de uma ave silvestre numa região urbana não basta apenas a boa índole
de quem toma essa iniciativa. A informação interessada evita que crueldades
involuntárias sejam praticadas contra um pobre ser vivo que tem seus reflexos
instintivos condizentes com o habitat onde deveria estar.
Um
exemplo típico dessa colocação ocorre quando papagaios sentem a necessidade
instintiva do acasalamento e se valem de sons específicos equivalentes a gritos
para atrair a sua fêmea, o que pode lhes custar muito caro dada a desinformação
de pessoas despreparadas para lidar com essa reação.
Devido
à intensidade dos gritos, simplesmente passam a ser segregados num local onde
“deixariam de incomodar”, geralmente localizado no fundo de um quintal ou no famoso “quartinho” onde ferramentas e
outros utensílios são armazenados. Nada mais atroz do que essa atitude que lhes
causa profunda melancolia diante da sensação de abandono e, em alguns casos
ingestão de sementes de girassol emboloradas diante da umidade provocada pelas
chuvas. Um atalho para uma morte em breve.
Papagaios
jamais podem ser privados de interagir com as pessoas que o privaram de seu
habitat natural ao se tornarem seus donos. Essa integração é a grande motivação
para a tentativa de superar a grande ausência: a floresta.
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para a Proteção Animal
