terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

E SE A CRUELDADE NÃO EXISTISSE ?


Convido o qualificado leitor a uma reflexão sobre o pensamento abaixo, o qual reflete com muita amplitude o objetivo deste texto :

“A decantada superioridade racional dos humanos somente estará configurada quando existir de forma paralela aos sentimentos nobres de compaixão e amor pelos demais seres vivos com o mesmo direito de compartilhar sua existência neste  planeta. Não há ser superior dotado de crueldade e intolerância”

Crueldade e intolerância....

Há uma ação dos humanos que expresse mais esses dois termos depreciativos do que a caça predatória ?

Se Martin Luther King teve um sonho, o que impede que façamos o mesmo no sentido de imaginar um mundo sem a caça, onde várias espécies com ou sem marfim poderiam coabitar as vastas planícies africanas com a tranquilidade que somente a mente humana e suas armas poderiam colocar em perigo. Um mundo especial e imaginário que somente nos motiva a divulgar que, infelizmente, esta imbecilidade cruel já chegou ao nosso precioso Pantanal conforme divulgação recente pela mídia.

Caçadores são verdadeiros excrementos da espécie humana e que buscam a paz de consciência no refúgio insensato de que é um negócio.

Marfim, peles, cabeças são os ornamentos que caracterizam esse comércio atroz muito bem retratado no anúncio televisivo de Harrison Ford, uma celebridade que tem a preservação da natureza incrustada em seu comportamento e sempre será merecedor de um tapete vermelho por parte dos adeptos da causa animal em qualquer país que tiver a honra de receber sua visita.

Infelizmente, caro leitor, a crueldade é vasta e com muitas faces. Desde o garoto que destrói um ninho de pássaros por maldade instintiva até aqueles seres repugnantes personagens da história real do filme “A Montanha dos Gorilas”, os caçadores que aliados aos nativos promoviam a matança indiscriminada da espécie para, obviamente, fins comerciais.

Cabe a nós protetores bancar o preço da vigilância constante. Seja contra o carroceiro que chicoteia um pobre cavalo ou com o imbecilóide que abandona um pobre cão expondo o mesmo à impiedosa realidade das ruas.

Não desistam jamais. Somos a esperança para que o planeta descrito na frase inicial deste texto esteja mais próximo dos ideais de John Lennon em

“Imagine”.

 

 Omar Manzanares

Assessoria de Imprensa Para o Mundo Animal