A criatividade humana, com exceção dos seres especiais e piedosos, tem
sido negativamente utilizada para a crueldade em relação aos nossos irmãos
irracionais seja através do abandono, dos maus tratos e, como no caso desta
abordagem, utilizando o nome dos mesmos para insultar.
“Anta”, “burro”, “cachorro”, “cavalo”, “besta” (ainda tem o etc.) são
exemplos do falso conceito da superioridade racional dos humanos ao insultar um
desafeto da mesma espécie. É difícil entender como se pode desqualificar uma
pessoa através do “rótulo” com o nome de um animal.
O insultado deveria se sentir envaidecido, pois os irmãos irracionais
que acima mencionei são um exemplo vivo e sofrido de ausência de maldade,
incapacidade de odiar típica dos humanos e absolutamente nada justifica essa
atitude, a qual muitas vezes, é simplesmente automática e irrefletida.
Uma vez mais, a conscientização de crianças, o trabalho na raiz, é a
solução para que gerações futuras tenham em sua população uma parte
considerável de humanos com a piedade na sua forma de ser. Não insultar com o
nome de animais seria um progresso significativo. Não maltratar seria o sonho realizado dos humanos que se
doam para as várias entidades de proteção sem nenhum interesse material. Eles
são a grande esperança de que seus
sucessores consigam uma conscientização no mundo infantil de que adotar um
animal, exercer o amor na sua relação com ele, são atitudes que caracterizam o ser civilizado.
O desprezo por exemplos copiados da Europa e Estados Unidos (touradas e rodeios) deve ser trabalhado com
amor na mente infantil e os exemplos positivos da fidelidade de um cão, a beleza do vôo de uma ave serão as
ferramentas de conscientização de que o mundo animal tem somente exemplos
positivos a serem copiados por humanos e insultar seria uma atitude totalmente
desnecessária quando sentimentos nobres prevalecem.
Lembre-se que John Lennon e
Martin Luther King foram grandes sonhadores e seus sonhos pacifistas mudaram
gerações que os sucederam. Sonhar está fora do alcance da Receita Federal e
colocar em prática seu sonho conscientizando uma criança, seria o grande
início.
Omar
Manzanares
Assessoria de
Imprensa para o Mundo Animal
