terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

O INSULTO SEM INDULTO

 


 

A criatividade humana, com exceção dos seres especiais e piedosos, tem sido negativamente utilizada para a crueldade em relação aos nossos irmãos irracionais seja através do abandono, dos maus tratos e, como no caso desta abordagem, utilizando o nome dos mesmos para insultar.

 

“Anta”, “burro”, “cachorro”, “cavalo”, “besta” (ainda tem o etc.) são exemplos do falso conceito da superioridade racional dos humanos ao insultar um desafeto da mesma espécie. É difícil entender como se pode desqualificar uma pessoa através do “rótulo” com o nome de um animal.

 

O insultado deveria se sentir envaidecido, pois os irmãos irracionais que acima mencionei são um exemplo vivo e sofrido de ausência de maldade, incapacidade de odiar típica dos humanos e absolutamente nada justifica essa atitude, a qual muitas vezes, é simplesmente automática e irrefletida.

 

Uma vez mais, a conscientização de crianças, o trabalho na raiz, é a solução para que gerações futuras tenham em sua população uma parte considerável de humanos com a piedade na sua forma de ser. Não insultar com o nome de animais seria um progresso significativo. Não maltratar  seria o sonho realizado dos humanos que se doam para as várias entidades de proteção sem nenhum interesse material. Eles são a grande esperança  de que seus sucessores consigam uma conscientização no mundo infantil de que adotar um animal, exercer o amor na sua relação com ele, são atitudes que  caracterizam o ser civilizado.

 

O desprezo por exemplos copiados da Europa e Estados Unidos  (touradas e rodeios) deve ser trabalhado com amor na mente infantil  e  os exemplos positivos da fidelidade de um cão,  a beleza do vôo de uma ave serão as ferramentas de conscientização de que o mundo animal tem somente exemplos positivos a serem copiados por humanos e insultar seria uma atitude totalmente desnecessária quando sentimentos nobres prevalecem.

 

Lembre-se  que John Lennon e Martin Luther King foram grandes sonhadores e seus sonhos pacifistas mudaram gerações que os sucederam. Sonhar está fora do alcance da Receita Federal e colocar em prática seu sonho conscientizando uma criança, seria o grande início.

 

 

Omar Manzanares

Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal