A automutilação somente poderá ser entendida pelos que amam os animais quando a extensão desse amor chegar ao ponto de reconhecer que não somente os humanos tem o direito à saúde emocional.
Essa atenção especial equivale a entender que a automutilação não é uma reação doentia exclusiva das aves. Outras espécies, quando vítimas de transtorno emocional, agem da mesma forma.
Exemplos de cães que provocam dermatites por excesso de lambedura são frequentes e nem mesmos humanos estão imunes a uma reação dessa natureza quando, ainda no campo dos exemplos, desenvolvem o hábito de roer unhas.
O poder dilacerante de um bico de um papagaio, uma arara, agarponis, etc pode provocar ferimentos de alta gravidade quando arrancam pedaços de pele e da musculatura geralmente após a remoção das penas. Apontar a causa desse transtorno chocante equivale a lidar com um leque de probabilidades e selecionar uma que pode ser evidente entre as abaixo mencionadas:
- Carências Nutricionais
- Presença de Ectoparasitas (Piolhos)
- Estresse de carência gerada pela perda de um companheiro de longa data assim como pela morte do dono
- Mudança traumática de ambiente
- Ansiedade
Outras causas podem ser cogitadas mesmo ainda sendo classificadas como “discutíveis” tais como frustração sexual e reações alérgicas.
A procura pela ajuda representada pela medicina veterinária especializada em aves silvestres é a grande providência racional e urgente , pois garante a paz de consciência para o ser humano que assim agir no sentido de que a estima destinada para aquele ser vivo não ficou se limitou apenas ao campo sentimental. Foi transformada em ação salvadora.
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal
