O sofrimento de animais desprotegidos no inverno.


  Obviamente esta frase vale para localidades deste Brasil continental onde o inverno é rigoroso. Foi utilizada numa canção famosa dos anos 50, talvez o grande sucesso de Adoniran Barbosa, a expressão máxima do Samba Paulistano.

 Devemos refletir sobre um tema que é a “crueldade passiva”, aquela que ocorre quando humanos dotados de bondade e compaixão adotam um animal, porém se descuidam com a proteção contra baixas temperaturas. Esse descuido é cruel e às vezes pode ser fatal como, por exemplo, a pneumonia de felinos.

 Uma adoção envolve um cuidado global em todos os aspectos e, por exemplo, deixar um papagaio exposto a uma baixa temperatura é simplesmente uma atrocidade de passividade relativa, pois não se pode isentar de culpa quem age com esse descuido seja por falta de informação ou por simples desleixo.

 
 Essa menção vale (e muito) para Pet Shops que deixam pássaros expostos ao vento, pois exibir a “mercadoria” na entrada do estabelecimento é “business”, o chamariz para eventuais interessados. Não há uma diferença gritante entre essa forma de exposição de pássaros e os que maltratam intencionalmente por terem a maldade entranhada em sua forma de ser.

 Vizinhos que agem dessa forma (exposição ao frio e às intempéries) devem ser denunciados sem nenhuma contemplação por maus tratos. Um protetor coloca-se acima de tudo como um escudo contra a crueldade para com seres que tem a mesma sensibilidade (frio, dor,etc) que os humanos. Não podem  vacilar um segundo na vigilância  esteja onde esteja localizado o pobre animal.

 Essa denúncia não se define apenas como um ato humanitário. Revela a beleza interior e compaixão que existe no denunciante, o qual, de forma destemida exerceu a sua ação para estar em paz com sua consciência.

 Adotar e não cuidar é a crueldade em duplicidade e uma forma atroz de revelar que a pobre criatura de Deus caiu em mãos indignas dessa adoção.


Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal