Almas generosas em desfile para aplauso geral.
Não há argumento crítico que possa se sustentar contra quem pratica a caridade de uma forma descomunal e desinteressada arcando com todos os custos dessa atividade seja em forma de alimentos, medicamentos, etc.
Não há excentricidade alguma nessa situação. É um exemplo típico de que entre seres humanos existem preciosidades em termos de compaixão piedosa. Aquela que caminha exatamente no sentido oposto de quem maltrata um ser indefeso se considerarmos que todos animais abandonados já foram tão vítimas de um massacre emocional, que ao cruzar com humanos, tem o o medo instintivo como marca registrada.
Essas pessoas especiais, cujo coração é um abrigo ilimitado para nossos irmãos irracionais, deveriam sim ser objeto de um grande respeito e tributo pelo grande incentivo que representam à adoção. Sim, a adoção que ignora raça e aspecto físico do animal. A adoção que se torna a grande arma que poderia ser a redenção de seres humanos de boa índole que permanecem apenas na vontade e não a colocam em prática.
Esses locais administrados por seres abençoados deveriam sim serem considerados santuários pela sua grande compatibilidade com relatos de infância de Jesus Cristo. Aquele que jamais maltratou um animal e nunca se alimentou de carne de vítimas de abate.
Os argumentos acima expostos merecem uma reflexão especial, a qual pode ser resumida numa pergunta de grande sentido lógico:
Se pessoas abnegadas cuidam de uma enorme quantidade, por que não posso adotar apenas um ?
Omar Manzanares
Assessoria de Imprensa para o Mundo Animal